Punição dos pop-ups no Google pode diminuir acessos ao site da sua empresa

27 de agosto de 2016

Punição dos Pop-ups no Google

Após impor o design responsivo como condição de ranqueamento para as páginas, a próxima investida da gigante da internet é contra os pop-ups e interstitials, respectivamente, aquelas janelas que aparecem na frente da tela e antes de acessarmos as páginas de um site.

A punição dos pop-ups no Google tem despertado um certo temor em quem trabalha com marketing digital, nas agências de publicidade e nos produtores profissionais de conteúdo (como grandes portais e jornais), já que os pop-ups e interstitials representam uma fonte de receita on-line.

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O que muda com a punição dos pop-ups no Google?

Por enquanto, nada. A punição só começará a ser efetivamente adotada em 10 de janeiro de 2017. Depois dessa data, entram no radar apenas os pop-ups e interações que tornem o conteúdo menos acessível, conforme abaixo:

Punição dos Pop-ups no Google errado

Diferente do que possa parecer, o Google não está travando uma guerra contra o marketing digital, os produtores de conteúdo e nem contra seus financiadores, mas sim contra os abusos no uso de pop-ups, que surgem como spams em alguns sites e não permitem a visualização adequada da página.

O vilão é aquele anúncio que impede a visualização do conteúdo principalmente em dispositivos móveis, com tela menor, criando maior dificuldade de fechar o pop-up. Normalmente, são pop-ups promocionais, quer tenham a ver com o site ou não. E depois da data anunciada, quem continuar com os pop-ups e interstitials inconvenientes, pode dar adeus a boa parte de seus acessos… A não ser que seu site seja MUITO relevante (em relação a outros endereços) para aquele termo durante uma googlada.

O que fica liberado da punição dos pop-ups no Google?

O objetivo da empresa é claro e cristalino: melhorar a experiência do usuário de dispositivo móvel.

No texto, o Google declara: “Páginas que exibem interações incômodas [como pop-ups difíceis de fechar] provaram empobrecer a experiência para os usuários em relação a outras páginas, cujo conteúdo é imediatamente acessível. Isto pode ser problemático em dispositivos móveis em que as telas são quase sempre menores”, em adaptação livre do texto original em inglês.

Punição dos Pop-ups no Google certo

Como é possível ver na imagem acima, fica liberado:

  • Pop-ups que solicitam interação para a liberação de cookies, por exemplo;
  • Interstitials que exigem login para visualização do conteúdo, confirmação de idade (exigência legal em muitos países), seleção de idioma ou de país, etc;
  • Paywalls, prática comum na maioria dos grandes jornais, que exigem assinatura e login para visualização do conteúdo NÃO-INDEXADO;
  • Banners que usam quantidade razoável (entenda-se pouco) de espaço na tela e podem ser fechados facilmente (como ao clicar/tocar fora do pop-up). O Google exemplifica: os banners de instalação de aplicativos do Apple Safari e do Google Chrome são exemplos da “quantidade razoável” de espaço na tela.

Morte ou redenção do Google

Na prática, a nova política do Google obriga a uma filosofia diferente na hora de construir e melhorar os websites para os dispositivos móveis, como celulares, tablets, iPods etc. Esses aparelhos somados já superam os acessos à internet pelos computadores no Brasil e no mundo.

Só no Brasil 80% dos usuários acessam internet pelos dispositivos móveis, número que sobe ano a ano, contra 76% que acessam pelo computador, hábito cada vez mais menor, segundo os dados mais recentes do IBGE — Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

E desse grupo de usuários em busca de mobilidade, 55% não utiliza o Google uma vez sequer para buscar conteúdo, enquanto apenas 7% dos usuários de computador passam um dia sem acessar o maior buscador do mundo.

Praticidade dos aplicativos é maior rival dos sites

Mais alarmante ainda: a maioria das buscas são termos como “Facebook” e “Gmail”, pela simples preguiça dos usuários em digitar os sites que mais acessam durante o dia. Nos dispositivos móveis, com os aplicativos de ambos os serviços disponíveis a um toque, para que acessar o Google?

Esses fatos foram observados pelo colunista de tecnologia Charles Arthur, do jornal britânico The Guardian, que participou de uma palestra da gigante na California. Arthur então concluiu que os dias do buscador (e da Web!!!) estão contados, ao menos da forma que conhecemos.

É por isso que o Google está trabalhando firme e forte para que manter a Web relevante, útil e onipresente na vida de todos, seja no celular, no tablet, no computador ou em qualquer outro lugar.

A iniciativa tem lastro. Até porque não podemos nem queremos ter aplicativos instalados para todos os conteúdos que consumimos durante o dia, principalmente aqueles que provavelmente vamos usar por só uma ou duas vezes, como consultar os horários de cinema ou fazer compras em uma loja virtual.

Importância do design UI/UX

É por isso que o conceito de Experiência do Usuário é cada vez mais valorizado e estratégico para projetos de design vencedores, principalmente para websites. A expressão vem do inglês “User eXperience”, mais conhecida pela sigla UX, e é gêmea siamesa da UI (User Interface), que remete à estrutura idealizada para oferecer uma boa experiência de uso.

UI Design

UI é o lado mais técnico, voltado a projetar toda a estrutura de um produto. Por exemplo, um website precisa considerar a relevância, velocidade, responsividade, fácil acesso às principais e mais procuradas informações, facilidade de navegação, tamanho dos textos, entre outras variáveis.

UX Design

A tarefa da UX é englobar todas essas melhorias em um website que seja atraente, desperte satisfação no uso. É a etapa artística do processo voltado à Experiência do Usuário. É como o projeto de um carro, que primeiro se foca em toda a engenharia para que ele ofereça dirigibilidade, confiabilidade e potência, para depois trabalharem o prazer ao conduzi-lo.

No ótimo site Design Culture  há um gráfico desenvolvido por Dan Saffer que resume o que é o design orientado à UI/UX.

Design UX

Futuros alvos de punição Google

Como uma empresa focada em melhoria contínua, a caçada do Google certamente não para nos pop-ups indesejáveis.

Menu de hambúrguer

Nossa aposta é que os chamados “Menus Hambúrguer” estão próximos de se tornarem os próximos alvos passíveis de punição dos temidos robôs do Google, que indexam incessantemente as zilhões de páginas da web.

Muito utilizados como uma forma rápida e fácil de agrupar todos os conteúdos de um site, você já deve ter visto o menu de hambúrguer por aí, principalmente se tem costume de acessar os sites por dispositivos móveis.

Menu de Hambúrguer

Um teste realizado pela Zeebox e citado pelo pessoal da One Day Testing reportou melhores resultados em todas as estatísticas sem o menu de hambúrguer, inclusive crescimento de 56% na frequência semanal de acessos em um site, comparado ao período equivalente utilizando no mesmo site o polêmico menu.

Oras, se estamos falando de usuários que tem PREGUIÇA de digitar “www.facebook.com” e preferem a facilidade de ter um aplicativo a um toque de distância, é óbvio, ululante, que vão interagir bem menos com um menu de hambúrguer do que o fariam em um website apresentado com ícones de fácil acesso aos principais conteúdos.

E para você, qual será o próximo alvo do Google? Deixe aí seu comentário, dúvida ou sugestão que será um prazer responder.

Crédito da imagem em destaque: Designed by Freepik

Autor Flavio em ODIG Digital Marketing Experts
Flavio Barboni

Jornalista, graduado pela Universidade Anhembi Morumbi (SP) e com experiência em redações, produção de conteúdo e em comunicação corporativa.

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