Como Pokémon Go! pode mudar forma de fazer marketing e negócios

05 de agosto de 2016

Nos últimos dias, um assunto deu o que falar nos grandes veículos de imprensa e redes sociais. Não é impeachment, nem são as expectativas pelo novo técnico da Seleção Brasileira, o que está dando pano para a manga é “Pokémon Go!”.

E por que a ODIG Digital Marketing Experts está atenta a isso? Oras, somos uma agência de marketing digital focada em resultados e oportunidades, e “Pokémon Go!” é uma soma disso. O jogo apresenta números ultra-positivos, incontestáveis, e possibilidades de negócio para empresários criativos.

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Pokémon Go! marketing para negócios

Vamos aos números e dados sobre “Pokémon Go”!

O game para smartphones Android e iPhone recebeu mais de 30 milhões de downloads em todo o mundo e gerou 35 milhões de dólares em receita para a Nintendo e Niantic, estúdio responsável pelo desenvolvimento do jogo. Isso representa uma média de 1,16 dólar gasto por pessoa, em menos de 15 dias do lançamento, bem acima da média diária de compras no aplicativo dos usuários de iTunes, por exemplo, que é de 10 centavos de dólar.

Com engajamento excelente para um aplicativo, “Pokémon Go!” já supera o tempo de uso diário do Facebook, Snapchat, Twitter e Instagram, de acordo com a empresa de inteligência de mercado Sensor Tower. Na média, os mestres pokémon do celular gastam 33 minutos e 25 segundos por dia na busca dos carismáticos monstrinhos.

Mais Pokémon e menos encontros

Isso sem falar que o game já pode ser encontrado em mais celulares que o Tinder, aplicativo de relacionamentos e encontros, além de ter atingido um pico diário de VINTE MILHÕES DE USUÁRIOS. Você tem noção de que isso representa uma Grande São Paulo inteira jogando AO MESMO TEMPO? Haja servidores, mas isso é algo que a Nintendo pode bancar.

A empresa, detentora da Pokémon Company e de outras figuras de sucesso como Super Mario e Donkey Kong, dobrou seu valor de mercado em 120% na bolsa de valores, desbancando a Sony, uma de suas maiores concorrentes no entretenimento eletrônico. Em apenas dois dias, a Nintendo elevou seu valor em nada modestos 7,5 bilhões de dólares.

O que é “Pokémon Go!”?

Pokémon Go!” é um jogo gratuito para smartphones iPhone ou equipados com Android que utilizam os recursos do aparelho para “transformar” o usuário em um treinador pokémon, figura fictícia que nos jogos e desenhos da franquia partem pelo mundo em busca de coletar o maior número de monstrinhos e aperfeiçoá-los em batalhas contra outros mestres.

O aplicativo funciona sempre conectado à internet e utiliza o GPS do aparelho para simular lugares reais onde os pokémon aparecem virtualmente. Ao encontrar um deles, o jogador pode capturá-lo utilizando a câmera do celular e o recurso de Realidade Aumentada se encarrega da magia de colocar o monstrinho no mundo real.

Importância de entender o jogo [ATUALIZAÇÃO]

Após a publicação do texto, muitas pessoas vieram nos perguntar sobre o funcionamento do jogo e como utilizá-lo para promover seus negócios. O que sempre recomendamos? É importante instalar o aplicativo e jogar. A pessoa pode até não gostar de games, pode achar coisa de criança, mas é fato que um marceneiro precisa conhecer as ferramentas que tem à disposição para fazer uma bela mesa de jantar.

Na internet, estão disponíveis vários vídeos mostrando alguns minutos de partida em “Pokémon Go” e o funcionamento de seus principais recursos. Confira um deles:

Pontos de interesse no mapa

Além disso, o jogo cria no mapa das cidades pontos de interesse comuns à série, como Ginásios Pokémon, Delegacias e Centros Médicos Pokémon, Centros de Treinamento e as Pokéstops, que são estabelecimentos onde o jogador pode comprar com dinheiro de verdade acessórios e itens para continuar sua jornada.

Especialista em games do programa Infosfera, da Rádio Atlântida de Porto Alegre e Santa Catarina, Gabriel Bilhar teve a oportunidade de testar o aplicativo no lançamento e comenta: “o jogo tem uma série de possibilidades que surgem quando o usuário ultrapassa o nível 5 e tem de escolher entre os times vermelho, azul e amarelo. Muitos estabelecimentos onde o jogo foi lançado estão se tornando redutos de cada um dos times”.

Essa divisão por times agrupa também interesses e preferências nas diversas categorias de pokémons, como os de água, de fogo, elétricos etc. E os empresários estão utilizando isso para agrupar os jogadores com interesse em comum e, claro, gerar fluxo e vender mais.

Como uma empresa pode faturar com “Pokémon Go!”?

Em todo o mundo, bares, pubs, restaurantes, cafés, lojas de eletrônicos, entre outros negócios, utilizam o jogo de forma criativa, como estabelecimentos convertidos em Pokéstops que estão vendendo carregadores para smartphone (o jogo consome MUITA bateria) e o campo de golfe nos EUA que criou a “Pokémon Go! Tour” ao longo de seus 18 buracos, para que os jogadores possam caçar pokémons em todo o espaço.

No Japão, terra natal da franquia e onde — ironicamente — o jogo ainda não está disponível, foi vazada a informação de que o lançamento seria uma parceria da Nintendo que converteria 3 mil lojas do McDonald’s em ginásios onde os jogadores colocariam seus monstrinhos para lutar contra outros.

Seu negócio tem espaço no “Pokémon Go!”?

Pokémon Go! marketing para negócios

Diferente do Japão, o marketing no “Pokémon Go” ainda não começou oficialmente no Brasil. Mesmo assim, algumas empresas já estão apostando na criatividade e no “boom” para atrair fluxo e clientes para seus estabelecimentos. É o caso de uma pizzaria de Fortaleza, que lançou um delicioso sabor dedicado aos Mestres Pokémon. De acordo com o jornal local, O Povo, a iniciativa veio após os comerciantes perceberem que estavam próximos de várias Pokéstops.

Mas e seu negócio, tem espaço no jogo? Primeiramente, a criação de Pokéstops é algo que foge ao controle dos jogadores: a desenvolvedora Niantic recebe sugestões e as transforma ou não em pontos de interesse. A segunda questão é se o seu negócio tem apelo e produtos que conversam com o público do game.

Para isso, é preciso buscar conhecer também um pouco de marketing digital, que fornece diversas ferramentas para atingir o público adequado à sua empresa e a ODIG tem algo para te ajudar:


Possibilidades de marketing com “Pokémon Go!”

Não podemos ser irresponsáveis em enumerar com absoluta certeza todas as possibilidades oferecidas pelo jogo, por se tratar de um jogo recém-lançado no Brasil.

Pelas informações até agora divulgadas, porém, “Pokémon Go!” já permite diversas possibilidades para varejistas e para marketing de relacionamento:

  • Ativações e recompensas com itens do jogo àqueles usuários que comprarem determinados produtos em um estabelecimento;
  • Subsidiar valores de itens ativados por voucher;
  • Comprar itens do jogo para liberar personagens raros dentro do estabelecimento e atrair fluxo;
  • Transformar o estabelecimento em um ponto de interesse, como fez o candidato à presidência dos EUA Donald Trump com sua Trump Tower em Nova Iorque.

Outras possibilidades estão serviços complementares, como “babás-pokémon”, que treinam e evoluem os bichinhos enquanto o usuário está em suas atividades de rotina, “táxis-pokémon”, que carregam jogadores durante a busca, entre outros.

Videogame é coisa de criança?

No Brasil, cerca de 70% dos brasileiros pretendem baixar “Pokémon Go! em seus celulares. Poderia causar espanto saber que a maioria dessas pessoas está entre os 25 e 30 anos, em pleno momento da vida que, teoricamente, muitos considerariam que jogos são “coisa de criança”.

Se num primeiro momento, a análise pode ser feita a partir do saudosismo dessa faixa etária que testemunhou o lançamento do primeiro jogo e do desenho animado Pokémon, em 1996, também vale entender que os jogos eletrônicos já mudaram de público há tempos.

Na pesquisa Game Brasil 2016, realizada pela Sioux/Blend/ESPM, os games são o passatempo preferido de 74,7% dos entrevistados, mais que o dobro de outras modalidades, como jogos de tabuleiro e jogos de quadra (como futebol, basquete e vôlei). Mais de 50% são mulheres, com idades entre 25 e 34 anos.

Nintendo levou os games às crianças

Em mais uma ironia, os videogames começaram como uma forma de diversão para toda a família, protagonizado por produtos como o Atari 2600 e fliperamas do “Pac-Man” e “Space Invaders”, que eram febre também entre os adultos.

Após uma crise violenta na indústria dos games em 1983 que quebrou quase todas as empresas do ramo, a Nintendo lançou seu console Famicom (conhecido no Brasil como “Nintendinho”) com uma nova estratégia: vender videogames e jogos em lojas de brinquedos. Os jogos eletrônicos se tornaram então “coisa de criança”, com personagens carismáticos como Mario e Luigi, que em certo momento se tornaram mais populares que o Mickey Mouse.

Os jogos foram amadurecendo junto com os jogadores até se tornarem um entretenimento de nicho, um passatempo de homens adultos, até que a própria Nintendo fez os consoles serem novamente interessantes para as famílias com o lançamento do Nintendo Wii.

Games faturam mais que cinema e música

Hoje, os jogos são um passatempo saudável de todas as idades e constituem uma indústria robusta, que faturaram quase 100 bilhões de dólares só em 2015, batendo o faturamento do cinema e da música JUNTOS.

A Nintendo, fundada em 1889 mas global apenas há três décadas, sempre protagonizou essa ascensão e agora, com o lançamento de “Pokémon Go!”, se prepara para mudar as regras do jogo novamente!

Autor Flavio em ODIG Digital Marketing Experts
Flavio Barboni

Jornalista, graduado pela Universidade Anhembi Morumbi (SP) e com experiência em redações, produção de conteúdo e em comunicação corporativa.

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