Marketing Digital para empresas: qual rumo escolher?

25 de junho de 2016

Com mais de 100 bilhões de pesquisas mensais, o Google é hoje um meio tão importante de buscar informações que se tornou onipresente na vida das pessoas. Onde tem um bom restaurante japonês perto de casa? Procura no Google. Encontrar um aplicativo para organizar as contas do condomínio? Procura no Google. É nesse cenário que evolui o marketing digital para empresas e na criação de sites para divulgar negócios.

marketing digital para empresas

Ter uma marca forte e bem estruturada já é não é mais questão de ser conhecido nas ruas, mas também ter presença digital. Para pequenas empresas e profissionais liberais, então, se torna condição de sobrevivência ter um bom site, bem construído, e um trabalho de marketing digital, seja com e-mail marketing, links patrocinados, redes sociais ou outros canais de aquisição de clientes.

E como começar? Por onde começar? Vamos fazer algumas perguntas e respondê-las:

Por que ter um site?

Existem opiniões diversas sobre a importância de ter um site. Alguns defendem que as empresas podem optar apenas por outros canais, como redes sociais ou um blog criado no WordPress ou Blogger, outros dizem que não ter um site próprio é como usar a fachada de outra loja para vender seus produtos e serviços.

Fato é: sites são como cartões de visita de um negócio. Como provam os números astronômicos em pesquisas no Google, o usuário busca as empresas por lá e a melhor forma de encontrá-las é por websites corporativos.

Com um projeto responsivo e pensado estrategicamente para atender ao público-alvo e executar marketing digital, um site oferece credibilidade, possibilidade de atendimento diferenciado (por chat, contato, bate-papo), gera tráfego, reforço de marca e até geração de receita, com vendas diretas pelo site (e-commerce).

A decisão em investir ou não em um site é de cada empresa, mas deve ser embasada em dados e não apenas em “achismo” ou “feeling”.

Qual estratégia de marketing digital adotar?

Em terra onde o Google (e o Facebook, LinkedIn, Twitter, Instagram, YouTube, Whatsapp, Snapchat e outros) domina, ter uma estratégia bem planejada de marketing digital é digna de se tornar rei. Claro, já existem diversas empresa com planejamentos em plena operação, inclusive entre seus concorrentes.

O que difere uma empresa da outra é o tipo de estratégia a ser adotada. Em segmentos onde os concorrentes são bem maiores, uma opção é se focar em nichos, já que, normalmente, empresas grandes têm dificuldades em atingir a públicos com necessidades específicas ou oferecer atendimento ao cliente que seja diferenciado.

E como atender esses nichos com marketing digital? Entre as ferramentas mais populares estão, além do site:

  • Links patrocinados — Seja no Facebook Ads, no Google Adwords, LinkedIn, Twitter ou qualquer outra plataforma, consiste na compra de espaço, em forma de link (Google), posts e banners (Facebook e LinkedIn), vídeos (YouTube e Snapchat), áudio (Spotify) e tweets (Twitter). Cada plataforma tem sua forma de remuneração para links patrocinados, mas a maioria possui a opção de pagamento por clique ou por número de impressões.
  • E-mail Marketing — Apesar das redes sociais serem as “vedetes do momento”, o e-mail continua com uma base maior que a das principais redes juntas. São mais de 4,3 BILHÕES de contas, com a vantagem de ser uma das ferramentas digitais preferidas para uso corporativo. Por isso, muitas empresas apostam (e estão certas!) no e-mail marketing, seja pelo envio periódico de newsletters, ofertas, nutrição de leads e disseminação de conteúdo e informações de interesse do cliente ideal.
  • Otimização de Sites — É comum mesmo em sites com bom conteúdo a dificuldade em figurar entre as posições mais relevantes nas buscas do Google. Assim, a Otimização de Sites (SEO) surge com uma série de procedimentos para que o maior buscador do mundo consiga enxergar a relevância e importância de uma página, promovendo-a às primeiras posições. Segundo a empresa, somente os três primeiros links de uma busca concentram 70% dos cliques, com outros 20% ficando somente na primeira página de resultados. As outras centenas de páginas seguintes dividem atenções entre os 10% restantes.
  • Marketing de Conteúdo — Conteúdo está se tornando um caminho sem volta no marketing digital, desde o fim da década de 2000 e com mais força a partir de 2010. A maioria das iniciativas consiste em um blog com informações relevantes para o público-alvo (cliente ideal) de cada empresa, mas vai além do texto e pode ser entregue em vídeos (como a Academia da Carne Friboi), em podcast ou áudios, aplicativos, games ou qualquer outra forma de conteúdo.

Você conhece o Inbound Marketing?

As ferramentas acima estão entre as principais para atuação no marketing digital para empresas, mas há uma metodologia capaz de unir todas elas para se aproximar do cliente numa abordagem diferente daquela tradicional e agressiva, já conhecida e gasta: o Inbound Marketing. Essa metodologia é tão poderosa que foi utilizada nas campanhas de Barack Obama para as eleições de 2008 e 2012 à presidência dos EUA.

barack obama inbound marketing

Na primeira eleição, o então desconhecido senador Obama utilizou o Inbound Marketing para poder disseminar suas ideias e propostas a um custo menor, já que sua adversária era a poderosa Hilary Clinton, detentora de enorme orçamento para anúncios de TV e rádio, mala direta e marketing de guerrilha. O resultado, nós já sabemos, né?

Mas vamos a um exemplo mais próximo: imagine uma pequena floricultura, sem muito orçamento para investir em marketing tradicional (impresso, TV e rádio), por que não começar a oferecer dicas em seu site sobre os melhores presentes e flores para cada ocasião? Se alguém buscar por “flores para pedidos de desculpas”, pode encontrar conteúdo dessa empresa.

Aí, após ler as dicas do que fazer para um pedido de desculpas digno, o usuário se depara com um vídeo ensinando a fazer uma caligrafia elegante para escrever cartões (preparado pela mesma floricultura). Então, ele percebe que só precisa de algumas coisas: flores e os arranjos, que a floricultura comercializa on-line pelo e-commerce e compra!

Pronto, num ciclo rápido, o usuário se tornou cliente por sua própria vontade, sem apelos comerciais exagerados. Esse é o princípio do Inbound Marketing: estar disponível ao invés de implorar por atenção.

Aproveite para ler agora ler 7 dicas de Marketing Digital para pequenas empresas, mas que certamente valem para empreendimentos de todos os tamanhos.

Autor Flavio em ODIG Digital Marketing Experts
Flavio Barboni

Jornalista, graduado pela Universidade Anhembi Morumbi (SP) e com experiência em redações, produção de conteúdo e em comunicação corporativa.

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