Os 12 conceitos de Marketing Digital que vão fazer seu negócio crescer

04 de junho de 2016

As demandas do Marketing Digital crescem junto ao aumento da presença da internet nos lares e empresas. Desde o boom do mundo on-line no começo da década de 2000, a internet já chegou a 54% dos brasileiros, seja pelos computadores, seja por dispositivos móveis. Assim, conhecer os termos do marketing digital e aplicá-los ao negócio é uma necessidade do empreendedor moderno que quer atender a mais de 110 milhões de pessoas, tenha ele uma pizzaria de bairro ou grande indústria.

conceitos de marketing digital

Engana-se quem acha que os conceitos do Marketing Digital já estão na “boca do povo”: recente pesquisa do Opinion Box revelou que expressões cotidianas do mundo digital, como “E-mail Marketing”, “E-Commerce” e “Marketing de Conteúdo” são bem conhecidas respectivamente por 50%, 48% e 26% das empresas. Ou seja, por essa amostragem, é possível perceber que mais da metade dos entrevistados não conhece o básico do Marketing Digital.

Por isso, listamos para consulta os termos e conceitos do Marketing Digital mais comumente utilizados, além dos termos que realmente vão fazer diferença no seu negócio.

Conceito 1: E-mail Marketing

e-mail marketing

O termo mais conhecido se refere justamente ao canal mais popular de relacionamento no mundo digital: o e-mail. O E-mail Marketing é um daqueles e-mails que você recebe após se cadastrar em um determinado site. Pode ser newsletter com notícias interessantes, podem ser ofertas especiais, artigos periódicos, entre outros.

Pesquisa do Comitê Gestor de Internet brasileiro revelou que ler e-mails é o principal motivo de acesso à internet entre os usuários do país. Importante é entender que E-mail Marketing não é “spam”, pois o usuário tem de ter interesse pelo conteúdo recebido.

Cada e-mail disparado deve ter um público em foco, que vai definir seu tamanho, formato e periodicidade. Um CEO interessado em sua empresa certamente não vai poder receber e-mails com a mesma frequência que o estagiário em busca de informações. Temos um guia gratuito com boas práticas para impulsionar sua estratégia de E-mail Marketing, mas a principal dica é: construa seu público com o próprio esforço. Jamais compre listas de terceiros.

Conceito 2: E-Commerce

E-commerce

As lojas virtuais, também conhecidas no meio digital como “e-commerce”, negociam produtos e serviços pela internet. O modelo surgiu no final dos anos 90 e já consagrou grandes nomes no mercado brasileiro, como Submarino e Americanas.com (do grupo W2B) e Netshoes, maior varejista de artigos esportivos da América Latina.

Em geral, as lojas virtuais apresentaram crescimento anual de 17% entre 2011 e 2015, e até 2019, devem crescer 11% no Brasil, segundo a consultoria Bain & Company. Uma fatia que cresce principalmente entre as classes C e D, mesmo com a crise econômica que assola o país.

O principal encalço do e-commerce é que o modelo adotado no Brasil pelos grandes envolve uma política de preços baixos (abaixo do varejo tradicional), prazos estendidos e comodidade gratuita, como frete grátis. O que começa como um boom de atrativos para o cliente pode se mostrar um peso enorme para as empresas, já que a conta não fecha, não se sustenta.

Conceito 3: Marketing de Conteúdo

marketing de conteúdo

O mundo digital é cada vez mais movimentado por conteúdo, seja em texto, vídeos, áudio, imagens etc. É a base das redes sociais e dos sites, que faz as pessoas o buscarem. É informação: seja do vizinho, amigo ou parente em uma rede social, seja da política em Brasília ou da conjuntura no Oriente Médio.

Já falamos anteriormente sobre o Marketing de Conteúdo, que chega nesse contexto de web como provedora de conteúdo, mas a principal diferença é que a produção da informação tem por trás uma empresa. O conteúdo é utilizado para promover uma marca, sempre mais focado em oferecer algo contextualizado, interessante e realmente útil aos clientes. Pode ser o livro de receitas da Leite Moça Nestle ou o site da RedBull, repleto de notícias sobre música, artes, cinema e cultura pop, assuntos que interessam ao público consumidor da bebida, mas sem promovê-la diretamente.

Conceito 4: Funil de Vendas

Funil de Geração de Leads

O conceito “Funil de Vendas” pode ser aplicado tanto ao mundo digital quanto ao offline (com adaptações), mas é muito mais usado por empresas que geram resultados com o uso da internet. O funil reproduz cada etapa do cliente desde o momento em que ele é apenas um visitante, um usuário interessado em determinadas informações em sites ou redes sociais.

É como, ao chegar na loja, ser recebido por um consultor de vendas que orienta o cliente conforme sua necessidade e anseio de compra até a hora de sair da loja, com o produto adquirido. Só que no marketing digital, isso é bem mais orientado, já que é possível ter um conhecimento mais acurado de quem é o público-alvo e como atingi-lo.

O Funil de Vendas também define a Jornada de Compra, que são as etapas que o cliente atinge no relacionamento com uma empresa.

Ele encontra o site pela primeira vez em busca de solução para um problema, lê o texto relacionado ao assunto, vê uma proposta interessante, como o download de um material útil gratuito para ajudá-lo a resolver o problema, baixa e aceita o cadastro para receber mais novidades, dicas e informações úteis produzidas pela empresa. Vê como o Marketing de Conteúdo é parceiro de tudo isso? Estamos sempre falando de conteúdo!

Conceito 5: SEO

O que é SEO e para que serve?

Termo mais técnico, SEO significa “Search Engine Optimization” ou Otimização de Ferramentas de Busca e está diretamente relacionado ao Yahoo, Bing (da Microsoft) e Google, principalmente este, que é o maior e absoluto site de buscas da internet. O Google ajuda pessoas em busca de encanador, de táxis, de passagens aéreas, hotéis, restaurantes ou qualquer outra coisa que alguém precisar. Você tem grandes chances de ter chegado até este texto após uma pesquisa no Google.

Estar bem posicionado no Google é condição importante para fazer um negócio receber contatos frequentemente. Segundo estimativas da empresa, 70% dos usuários clicam apenas nos três primeiros links e o restante se concentra nos resultados da primeira página.

Conceito 6: M-Commerce

m-commerce

O M-commerce é uma contração de “Comércio Virtual Móvel”, ou seja, os conceitos do e-commerce adaptados aos dispositivos móveis. Na prática, consiste em oferecer produtos e serviços por celulares e tablets, preferencialmente por aplicativos construídos para funcionar conforme as necessidades do mobile.

Além de facilitar a compra pelos apps, o M-Commerce adota meios de pagamentos facilitados, como o NFC para reconhecimento de cartões de crédito, integração com aplicativos de bancos para o pagamento à vista, entre outras soluções características dos dispositivos mobile.

Conceito 7: Fluxo de Nutrição

fluxo de nutrição

O material produzido na estratégia de Marketing de Conteúdo e os e-mails marketing têm de chegar até o público de alguma forma. É aí que entra o Fluxo de Nutrição, que vai definir com quais conteúdos cada cliente em potencial será alcançado. O objetivo é construir relacionamento com seus clientes por meio desses conteúdos.

Por exemplo, o usuário busca na internet sobre aprender a desenhar, encontra texto com dicas no site de um estúdio de animação. Além do texto, um banner o convida a fazer o download de um guia com dicas para desenhar paisagens após preencher alguns dados, como nome, cidade e principalmente, e-mail, e clica para receber mais dicas por correio eletrônico. A partir daí, começa a receber semanalmente novas informações para melhorar suas habilidades de desenho. Neste caso, o usuário entrou no fluxo e está sendo nutrido com conteúdo relevante às suas necessidades.

O Fluxo de Nutrição é sempre automático, pois seria quase impossível que alguém ficasse encarregado de disparar e-mails específicos e condizentes com a necessidade de cada usuário. Por isso, para fazê-lo é necessário entender como funciona a automação de marketing.

Conceito 8: Inside Sales

Um dos maiores benefícios da era digital é a possibilidade de fazer as coisas à distância. Desde as compras nas lojas virtual, os cursos de desenho em tempo real por webinar e até vendas. Sim, aquela necessidade de se reunir pessoalmente com um cliente em potencial é cada vez menor. O conceito de Inside Sales usa as inúmeras facilidades do mundo virtual para criar processos de venda cada vez mais próximos do cliente, sem que o vendedor precise sair da empresa.

Com uma estratégia bem traçada de Marketing de Conteúdo, o usuário em busca de dicas de empreendedorismo entra no Fluxo de Nutrição para receber E-mail Marketing e começa a avançar etapas pelo Funil de Vendas até chegar ao ponto de identificar a necessidade de contratar uma consultoria de gestão de empresas e solicita um contato. Na hora da decisão pela compra, o vendedor retorna esse contato por telefone, e-mail, Skype ou outros meios de comunicação sem a necessidade de deslocamento.

O objetivo do Inside Sales é reduzir custos (tempo e deslocamento gastos na prospecção) e ampliar o faturamento de uma empresa. A ferramenta para isso? Marketing Digital e sistema de CRM de Vendas!

Conceito 9: Valuation

Termo que significa “Avaliação de Empresas” e é utilizado principalmente no mercado financeiro para definir o quanto cada empresa vale, a partir de cálculos que envolvem potencial de crescimento e geração de receitas, entre outros. No marketing, Valuation também pode definir ações que geram valor para uma marca, como proximidade ao cliente e capacidade de resolver problemas de seu dia a dia, ganhar sua confiança.

Se tiver tempo, o professor José Roberto Securato Júnior, da Saint Paul University, explica em vídeo o que é Valuation, utilizando exemplos conhecidos, como o Facebook. Vale a pena investir tempo na aquisição de mais esse conhecimento:

Conceito 10: Inbound Marketing

Pode ser traduzido como “Marketing de Aproximação” e engloba o Marketing de Conteúdo, Fluxo de Nutrição, SEO, E-mail Marketing, Valuation e todos os outros conceitos anteriores, com o propósito de se aproximar, tornar uma marca mais familiar ao cliente por meio de conteúdo e da proposta de auxiliá-lo em suas dúvidas.

O que é Inbound Marketing

O Inbound Marketing tem como objetivo criar uma nova forma de abordagem aos clientes, sem aquela prospecção agressiva baseada somente em disputa de preços, megafones, comerciais de TV, rádio e jornal, marketing de guerrilha etc. Na prática, o Inbound Marketing pode ser adotado por uma vasta gama de empresas, mas os resultados são ainda melhores em negócios cuja decisão do cliente leva mais tempo e exige mais informações, compras de maior valor agregado.

Conceito 11: SaaS

Saas

Talvez você desconheça o termo, mas certamente paga mensalmente para utilizar algum programa, seja o antivírus, o Office 365, AutoCAD ou o Photoshop, entre tantos outros. SaaS é sigla para “Software As a Service”, que representa um novo modelo para a venda de programas e aplicativos.

Antes, o usuário precisava pagar uma fortuna de uma só vez pela licença final de um software. Quando uma nova versão dele era lançada, aquela licença já estava desatualizada e era necessário comprar a atualização ou mesmo um software novo.

No SaaS, o usuário faz a assinatura para utilizar determinado programa e paga mensalmente ou anualmente para utilizá-lo. O valor se dilui e fica acessível para um público maior, que talvez não teria condições de pagar milhares de reais em uma licença completa de software. O modelo é uma tendência em franca expansão no mercado de softwares.

Conceito 12: Growth Hacking

growth hacking

O termo assusta e é realmente novo no Brasil: Growth Hacking pode ser entendido como o processo de experimentação focado em resultados. “Growth” vem do verbo inglês “to grow” e se junta a “Hacking”, que na língua inglesa se refere a algo que busca testar e ultrapassar os limites conhecidos. É daí que vem a palavra Hacker, referindo-se a entusiastas da computação que dedicam suas vidas a descobrir erros e falhas em códigos e sistemas.

No Marketing Digital, o termo define a busca por melhores formas de fazer um negócio crescer e um produto ou serviço expandir seu público, por meio de exploração de novos canais e novas formas de conquistar clientes ou mesmo de dominar recursos técnicos e testes A/B. No mundo offline, é como se uma loja mudasse sua fachada e localização constantemente para ver em qual delas terá mais clientes comprando.

Se pudéssemos fazer uma definição mais honesta, Growth Hacking seria definido em português como “Sacada Genial” ou “Jogada de Mestre”, fruto de um trabalho focado em encontrar formas do empreendimento prosperar.

Um dos exemplos mais conhecidos e antigos do Growth Hacking é o Hotmail (atual Outlook). Conta-se que dois funcionários de uma empresa — Jack Smith e Sabber Bharia — criaram o serviço de e-mail para ter mais privacidade na troca de mensagens, pois suspeitavam que seus endereços corporativos eram vigiados.

A dupla começou a compartilhar contas com amigos, parentes e conhecidos e cresceram razoavelmente a ponto de atrair investidores. Um desses percebeu que o serviço era gratuito e, portanto, o “pagamento” seria a inclusão de uma frase ao final de TODOS os e-mails disparados pelo provedor: “PS: I love you! Get your free e-mail at Hotmail”, ou “PS: Eu te amo! Faça sua conta grátis no Hotmail”.

Como na época os provedores de e-mail eram pagos, como AOL e Dreamscape, o Hotmail “pegou” e se expandiu MUITO até chamar atenção da Microsoft, que fez uma aquisição milionária pelo serviço que existe até hoje e é o maior provedor de e-mails do mundo, à frente do Gmail e Yahoo.

Entre outras empresas que cresceram fruto do esforço e da dedicação em encontrar formas de expansão estão o Facebook e o AirBNB.

Autor Flavio em ODIG Digital Marketing Experts
Flavio Barboni

Jornalista, graduado pela Universidade Anhembi Morumbi (SP) e com experiência em redações, produção de conteúdo e em comunicação corporativa.

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